Marcão deve preservar peças para a volta da semifinal contra o Palmeiras; oportunidade para jovens e testes táticos no Maracanã neste domingo (18/10).

Fluminense entra em campo neste domingo, 18 de outubro, às 16h, no Maracanã, contra o Santos pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro com uma missão dupla: preservar jogadores para o jogo de volta da semifinal da CONMEBOL Libertadores contra o Palmeiras (quarta-feira, 21/10, às 21h30, no Nubank Parque) e, ao mesmo tempo, manter a arrancada na tabela — atualmente o Tricolor ocupa posição entre os primeiros colocados do Brasileirão.
Na quarta-feira passada, o Fluminense foi derrotado por 2 a 1 pelo Palmeiras, no Maracanã, na partida de ida da semifinal. O gol tricolor saiu nos acréscimos, marcado pelo atacante revelado em Xerém Wesley Natã, que manteve a equipe viva na disputa: para avançar direto à final o Fluminense precisa vencer por dois gols de diferença no jogo de volta; uma vitória simples levaria a decisão para os pênaltis.
✨ Semifinal (ida): Fluminense 1 x 2 Palmeiras — gol de Wesley Natã nos acréscimos. Volta: 21/10, 21h30, Nubank Parque.
Brasileirão — Fluminense x Santos: 18/10, 16h, Maracanã. Libertadores — Palmeiras x Fluminense (volta, semifinal): 21/10, 21h30, Nubank Parque.
A comissão técnica, liderada por Marcão, optou por uma estratégia clara: rodar o elenco contra o Santos para reduzir desgaste físico e risco de lesões antes da decisão continental. Nas últimas atividades o treinador testou alternativas e deve dar espaço a jogadores de maior rodagem no clube e a alguns nomes da base, aproveitando a situação para avaliar opções táticas e repertório ofensivo sem comprometer o foco na semifinal.
Com preservações esperadas, o Fluminense tende a entrar com uma formação mais cautelosa e menos previsível, priorizando compactação e transição rápida para explorar espaços do Santos. A escalação alternativa também é uma oportunidade para ajustar curvas de carga de atletas que vêm jogando muito ao longo da temporada e testar variações no meio-campo que podem ser reaproveitadas na semana decisiva em São Paulo.
Do ponto de vista tático, o Fluminense precisa equilibrar duas demandas: manter controle de bola e pressão no ataque para não entregar espaço ao Santos, e ao mesmo tempo preservar fôlego e evitar desgaste excessivo de peças-chave. A execução depende diretamente da capacidade dos atletas alternativos de manter intensidade coletiva e reduzir erros de passe no terço final — pontos que pesaram na ida da semifinal, quando a equipe criou mais e não conseguiu traduzir isso em vantagem no placar.
Acompanhe: 1) quem assume a condução do meio-campo sem alguns titulares; 2) se Wesley Natã e outros jovens ganham minutos relevantes; 3) o comportamento defensivo nas transições; e 4) como Marcão administra as substituições pensando no confronto decisivo de quarta-feira. O resultado em casa é desejável, mas o objetivo maior da comissão técnica neste momento é chegar à partida em São Paulo com a melhor configuração física e tática possível.
Nos bastidores, a direção já trabalha a logística da viagem para a capital paulista e a preparação física terá ênfase em recuperação ativa nos próximos dois dias. A sequência de confrontos define um período crítico da temporada: o desempenho nas próximas partidas pode decidir tanto a caminhada continental quanto a disputa por posições no topo do Brasileirão.
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Jornalista especializado em Esportes




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