A trajetória política do ícone do basquete brasileiro e sua breve candidatura ao Senado.

Oscar Schmidt, reconhecido como um dos maiores nomes do basquete brasileiro, faleceu na última sexta-feira (17). Além de sua carreira esportiva, ele tentou ingressar na política no final dos anos 1990, quase sendo eleito senador por São Paulo.
Durante uma entrevista ao SportTV, Oscar revelou que sua candidatura em 1998 fazia parte de um plano mais amplioso, que incluía o desejo de um dia presidir o Brasil. Após mais de treze anos jogando na Europa, ele explicou que retornou ao país já pensando em sua trajetória política. "Passei 13 anos na Europa pensando em voltar para o Brasil e ser presidente. Tive a chance. Fui candidato ao Senado. Dali para a Presidência é um pulo", afirmou.
Na disputa eleitoral, Oscar foi superado pelo candidato Eduardo Suplicy, do PT, que recebeu 6,71 milhões de votos, enquanto o ex-jogador conseguiu 5,75 milhões, uma diferença significativa, mas que o deixou próximo do cargo.
✨ Anos depois, Oscar refletiu sobre a derrota, admitindo que na verdade foi um alívio: "Ainda bem que eu perdi. Quem tem algo a perder, não se meta lá. Vai respingar em você."
Antes de sua candidatura ao Senado, Oscar já tinha uma experiência na esfera pública. Ele atuou como secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, entre 1997 e 1998, durante a gestão do prefeito Celso Pitta. Convidado para o cargo ao retornar de sua carreira no exterior, ele se dedicou a fomentar políticas de incentivo ao esporte na cidade, mas sua estadia foi breve, pois decidiu se lançar à corrida senatorial.
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Jornalista especializado em Esportes




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