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Internacional
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China defende não interferência após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

China reafirma postura de não intervenção em assuntos internos após decisão dos EUA

Giovani Ferreira29 de maio de 2026 às 06:15
China defende não interferência após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, expressou a posição do país em relação à recente decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Em declaração feita nesta sexta-feira (29), a porta-voz reafirmou a defesa da 'não interferência' nos assuntos internos de outros países.

A China destaca a importância de respeitar a soberania nacional das nações em sua política externa.

A declaração foi reportada pelo Global Times, um jornal associado ao Partido Comunista Chinês. No mesmo comunicado, foi confirmado que Mauro Vieira, o chanceler do Brasil, visitará a China entre 31 de maio e 2 de junho a convite do Ministro das Relações Exteriores Wang Yi.

Contexto sobre a classificação das facções

Os Estados Unidos designaram o PCC e o CV como 'Terroristas Globais Especialmente Designados', e a partir de 5 de junho, eles passarão a ser considerados 'Organizações Terroristas Estrangeiras'. Esse movimento fez parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump, que busca combater o que descreve como 'narcoterrorismo' na América Latina.

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As facções brasileiras são algumas das organizações criminosas mais violentas e influentes na região, impactando tanto o Brasil quanto outros países ao redor.

O governo americano justifica essas ações destacando que o PCC e o CV são responsáveis por vários ataques a autoridades brasileiras e têm membros atuando em distintas nações. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, indicou que o país fará o necessário para proteger seus interesses e desmantelar redes criminosas na América Latina.

Repercussões e estratégias dos EUA

A nova estratégia militar e diplomática dos EUA se concentra no fortalecimento das capacidades de combate ao tráfico de drogas, imigração ilegal, e na contenção da influência da China na região. Isso levanta preocupações sobre possíveis ações militares mais severas se a classificações como grupos terroristas forem vistas como um pretexto para intervenções.

Considerações Finais

A recente decisão dos EUA pode ter implicações significativas nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, com o governo de Lula se opondo a essa designação, que poderia facilitar ações mais rígidas de Washington contra o Brasil.

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