Banco central chinês afirma que não busca vantagem competitiva por depreciação do yuan.

Nesta quinta-feira (8), a China se defendeu das críticas internacionais sobre sua política cambial, afirmando que nunca teve a intenção de provocar uma depreciação competitiva do yuan. O Banco Popular da China (PBOC) garantiu que a força comercial do país deriva de sua competitividade global e não de manipulações cambiais.
Com um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão em 2025, que representa cerca de 6% do PIB, a China prevê que as exportações de tecnologia avançada, incluindo produtos relacionados à inteligência artificial, sustentem esse superávit neste ano. Líderes europeus, preocupados com o aumento do superávit da China, intensificaram os pedidos por um yuan mais forte, com o objetivo de controlar esse desequilíbrio.
✨ O PBOC rejeitou as alegações de que o yuan é mantido fraco para conferir vantagens ao comércio, afirmando que responsabilizar a taxa de câmbio por problemas estruturais internos é injusto.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou que o yuan está subvalorizado em até 30%, enquanto analistas do Goldman Sachs estimam essa subavaliação em pelo menos 20%. O PBOC enfatizou que a taxa de câmbio é influenciada por múltiplos fatores econômicos, desconsiderando estimativas isoladas como prova de uma desvalorização.
Apesar de um contexto de rendimentos em dívida divergentes entre os EUA e a China, o yuan se valorizou em torno de 4% em relação ao dólar nesse ano. O PBOC reafirmou sua posição de que o mercado tem um papel crucial na formação da taxa de câmbio, sem estabelecer metas cambiais rígidas.
A partir de 2027, a China prometeu reportar dados adicionais sobre câmbio ao Fundo Monetário Internacional, parte de uma estratégia para impulsionar um modelo de crescimento baseado na demanda interna e abrir mais sua economia.
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Jornalista especializado em Internacional

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