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política
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Senadora paraguaia Celeste Amarilla intensifica ataques a Mbappé

Controvérsia gera repercussão diplomática entre Paraguai e França

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 11:05
Senadora paraguaia Celeste Amarilla intensifica ataques a Mbappé

A senadora paraguaia Celeste Amarilla intensificou seus ataques discriminatórios contra o jogador francês Kylian Mbappé, resultando em uma crise diplomática entre Paraguai e França.

Na quarta-feira (8), o governo paraguaio enviou um pedido formal de desculpas à França após Amarilla proferir insultos ainda mais graves durante uma sessão do Senado. A senadora disparou ofensas como: “Esse filho da p* se recusa a apertar a mão dele [goleiro paraguaio]”. Tais comentários vieram à tona após a eliminação do Paraguai na Copa do Mundo, quando a França derrotou a seleção paraguaia.

A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, confirmou o recebimento das desculpas, mas advertiu: 'ela não terá uma recepção muito calorosa' se vier à França.

Reações negativas e repercussão

Os ataques de Amarilla alimentaram também a hostilidade entre torcedores. Após a eliminação da seleção, alguns torcedores paraguaios queimaram um boneco representando Mbappé, prática que remonta às tradições da festa católica de San Juan Ara, onde figuras impopulares são simbolicamente queimadas.

O incidente gerou uma reação de autoridades internacionais, incluindo a ONU, que condenou os ataques racistas. A França lançou uma investigação por injúria pública em resposta às declarações de Amarilla, que têm sido amplamente criticadas.

"

Esse tipo de comportamento é totalmente intolerável

Eleonore Caroit, ministra encarregada de Parcerias Internacionais da França.

Contexto

A escalada nas ofensas contra Mbappé começou após a vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo. A senadora Celeste Amarilla desferiu ataques racistas e xenofóbicos, provocando a intervenção diplomatico.

Consequências diplomáticas

O governo paraguaio sentiu a necessidade de se distanciar da polemica e reiterou sua reprovação às ofensas de Amarilla. A situação gerou um alerta sobre a necessidade de uma postura mais firme do governo francês em relação a discursos de ódio.

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