Cúpula de segurança une países andinos contra crime organizado
Líderes da Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru firmam compromisso

Ministros das Relações Exteriores e outros representantes da Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru realizaram uma cúpula em Santiago, com o objetivo de desenvolver estratégias conjuntas para combater crime organizado e migração irregular.
O presidente do Chile, José Antonio Kast, enfatizou a importância da reunião ao afirmar que esses países estão unidos no enfrentamento do crime organizado que afeta diretamente a segurança de suas populações. O evento resultou na assinatura do "Compromisso Regional de Santiago contra o Crime Organizado Transnacional", estratégia que visa criar um plano de ação efetivo.
✨ O crime organizado é uma das maiores ameaças à segurança e estabilidade na região.
Francisco Pérez Mackenna, Ministro das Relações Exteriores do Chile, ressaltou que o aumento da criminalidade requer uma cooperação internacional robusta, uma vez que as soluções nacionais não são mais suficientes. Os países envolvidos no acordo se comprometeram a se reunir novamente em seis meses para analisar os avanços.
Os resultados do compromisso também serão apresentados na próxima Assembleia Geral da OEA, com o intuito de incentivar outros países da América a se juntarem à causa contra a criminalidade transnacional.
Os chefes de diplomacia da Argentina, Bolívia, Peru e Equador também assinaram o pacto, em um contexto de crescente insegurança na região. A criminalidade tem se mostrado uma questão crítica, especialmente no Peru, onde em fevereiro foram registrados 196 homicídios.
Além disso, o Equador anunciou colaborações com os Estados Unidos para desmantelar grupos criminosos, enquanto a Argentina já havia estabelecido acordos semelhantes com Washington. Embora o atual governo chileno tenha promessa de melhorias na segurança, enfrenta críticas pela falta de um plano concreto, evidenciado pela renúncia da ex-Ministra da Segurança, Trinidad Steinert, meses após a posse.
"O primeiro passo é que haja uma política nacional de segurança pública, e acreditamos que a atual é suficiente. Vamos operar sob essa política atual"
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