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Justiça
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Ministério Público adota medidas contra crime organizado nas eleições de 2026

Ações visam evitar infiltração de facções em candidaturas.

Tiago Abech29 de junho de 2026 às 10:45
Ministério Público adota medidas contra crime organizado nas eleições de 2026

Na última sexta-feira (26), o Ministério Público Eleitoral enviou um ofício solicitando que as direções partidárias apresentem, em um prazo de 10 dias úteis, quais medidas estão sendo tomadas para evitar a infiltração de facções criminosas, milícias e outros grupos da criminalidade nas candidaturas para as eleições de 2026.

Implicações da orientação

Embora a recomendação não impeça automaticamente candidaturas, ela busca antecipar a identificação de indícios de ligação com o crime organizado, responsabilizando partidos que não atuarem de forma proativa. A decisão final sobre os registros continua a cargo da Justiça Eleitoral.

Medidas do MP refletem preocupações aumentadas após casos recentes de envolvimento com o crime organizado que impactaram eleições.

Após incidentes que despertaram preocupação nas eleições anteriores, como a cassação do prefeito de Santa Quitéria, no Ceará, e a negação de registros no Rio de Janeiro por vínculos com milícias, o Ministério Público busca fortalecer o cerco contra candidaturas que possam estar contaminadas pelo crime.

Novas diretrizes para partidos

As principais orientações incluem: exigir certidões criminais de todos os pré-candidatos, verificar o histórico social e vínculos territoriais e estabelecer comissões internas para avaliar casos suspeitos. Além disso, partidos devem evitar incluir nomes de candidatos com suspeitas em seus pedidos à Justiça Eleitoral.

Contexto

Em São Paulo, por exemplo, 12 pessoas com vínculos suspeitos foram eleitas nas últimas eleições municipais, gerando um alerta sobre a infiltração de grupos criminosos na política.

Este movimento do MP é parte de um esforço maior para assegurar que as eleições não sejam comprometidas pela influência do crime organizado, que pode afetar desde o controle territorial até a pressão sobre eleitores e contratos públicos.

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