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Internacional
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EUA avaliam tarifas sobre produtos brasileiros após consulta pública

Debate pode influenciar relação comercial entre Brasil e EUA

Ricardo Alves22 de junho de 2026 às 05:20
EUA avaliam tarifas sobre produtos brasileiros após consulta pública

As inscrições para as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) encerram-se nesta segunda-feira (22), em um momento crucial para a disputa comercial entre Brasil e EUA, que pode resultar na aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Entendendo as audiências públicas

A audiência, agendada para 6 de julho, é parte do processo regulatório em que empresas, entidades e públicos interessados poderão apresentar suas perspectivas antes que o governo americano tome uma decisão final. O USTR é encarregado de examinar práticas que possam prejudicar o comércio dos EUA e propor tarifas como resposta.

As consultas públicas têm impacto direto nas decisões sobre tarifas e prazos de implementação.

Cronograma de Audiências

- Até 22 de junho: Inscrição para participação - Até 1º de julho: Envio de comentários por escrito - 6 de julho: Realização da audiência - 15 de julho: Decisão final sobre tarifas

De acordo com Sidney Leite, professor de Relações Internacionais, as audiências funcionam como um espaço para a expressão de opiniões, onde representantes do governo podem questionar os participantes. Diversas entidades, incluindo empresas, universidades e organizações não governamentais, estão autorizadas a participar.

Próximos passos após a audiência

Após a audiência pública, o governo americano ainda poderá receber contribuições adicionais, analisar informações econômicas e legais e conduzir negociações diplomáticas. O processo ocorre em quatro etapas: recebimento de comentários, análise técnica, consultas diplomáticas e, finalmente, a publicação da decisão com tarifas definidas e produtos afetados.

Jackson Campos, especialista em comércio exterior, ressalta que, apesar da existência de um rito formal, a decisão final carrega incertezas, pois o governo americano tem liberdade significativa na aplicação de tarifas, sujeita à orientação do presidente.

O governo brasileiro, por sua vez, adota uma estratégia mista envolvendo contestações técnicas e negociações diplomáticas, buscando demonstrar a legitimidade de suas práticas comerciais e minimizar o impacto das possíveis tarifas.

O Brasil já apresentou manifestações formais ao USTR e realiza consultas para reforçar sua posição.

Além disso, as investigações conduzidas pelos EUA não são exclusivas, e podem resultar em tarifas cumulativas que elevam a taxação total sobre certos produtos exportados para os EUA. O governo brasileiro é a favor de uma abordagem colaborativa e mantém diálogo ativo com as autoridades americanas.

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