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Internacional
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Tarifa dos EUA provoca preocupação no governo Lula

Medida pode impactar relações comerciais e políticas entre Brasil e EUA.

Fernanda Lima02 de junho de 2026 às 09:35
Tarifa dos EUA provoca preocupação no governo Lula

A proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa extra de 25% sobre produtos importados do Brasil gerou uma resposta rápida do Palácio do Planalto, evidenciando a tensão nas relações entre os dois países.

Apesar de a medida ainda depender da decisão do presidente Donald Trump, assessores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) interpretam que essa ação vai além da questão comercial, refletindo Pressões mais amplas sobre o governo brasileiro em um ano eleitoral.

Lula orientou sua equipe a manter o diálogo com Washington até o término da avaliação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que se encerrará em 15 de julho. Há uma otimista expectativa de que ainda seja possível mitigar as sanções propostas antes da deliberação final da Casa Branca.

As relações bilaterais estão tensionadas, complicadas ainda mais pela recente inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras.

Recentemente, críticas dos EUA abordaram temas como plataformas digitais, pagamentos eletrônicos, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento, questões que muitos no governo brasileiro consideram frágeis para justificar novas restrições comerciais. Este episódio adiciona mais um capítulo a uma série de atritos entre Brasil e EUA.

Contexto

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve na Casa Branca dias antes do anúncio da tarifa, onde defendeu a medida junto ao presidente Trump.

A situação atual pode fazer com que o governo use o tema tarifário para fortalecer seu discurso de defesa da soberania nacional, algo que já vinha sendo utilizado após a listagem das facções criminosas. Assessorados de Lula acreditam que as tensões comerciais podem se transformar em um ponto central na discussão política nos meses que se seguem, principalmente se não houver progresso nas conversas com os EUA até o final do prazo imposto pelo USTR.

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