Decisão partiu da Casa Branca e afeta operações de drones ucranianos.

A decisão de limitar um sistema de satélites, utilizado pela Ucrânia para comunicações em campo de batalha e operações com drones, foi tomada na Casa Branca, conforme revelaram autoridades dos EUA. Dirigentes do Departamento de Defesa foram orientados a reduzir o desempenho do serviço Starshield, da SpaceX, voltado para as forças armadas ucranianas.
As fontes, que pediram anonimato, não esclareceram quem tomou a decisão ou quem a implementou. O Pentágono é o principal cliente do Starshield, a versão militar do Starlink. Recentemente, as autoridades ucranianas relataram que os receptores Starlink militares falharam em operar adequadamente em objetos de alta velocidade, prejudicando a eficácia de drones ucranianos.
✨ Os receptores voltaram a funcionar somente em velocidades de até 100 milhas por hora (160 km/h) após a interrupção.
Este contexto se dá em meio a pressões do presidente Trump, que solicitou que a Ucrânia encerrasse ataques a refinarias russas, por considerar que essas ações elevam os preços de energia, prejudicando as perspectivas do Partido Republicano nas eleições de Midterm. Especialistas, no entanto, argumentam que a alta nos custos energéticos é resultado de conflitos envolvendo os EUA, Israel e Irã, que resultaram em ataques iraquianos a instalações energéticas.
Em resposta à limitação do uso do Starshield, um alto funcionário do governo dos EUA negou que essa solicitação tivesse vindo do presidente. As restrições, conforme autoridades ucranianas, complicaram missões de ataque contra forças russas, além de afetar a logística em territórios ocupados.
A situação tensa entre Kiev e Washington se intensificou após uma reunião em Miami, onde representantes de ambos os países, junto a europeus e o Banco Mundial, expressaram frustração com os ataques da Ucrânia às refinarias russas. O presidente Zelensky criticou a reação dos EUA, enquanto Trump sugeriu a realização de novas eleições na Ucrânia.
As autoridades ucranianas buscaram esclarecimentos sobre a decisão junto a funcionários da Casa Branca, do Departamento de Estado e do Pentágono. O Pentágono já investiu bilhões nos serviços Starlink e Starshield, com a aquisição de satélites dedicados a várias missões tanto de comunicação quanto de espionagem.
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