Gana aprova lei anti-LGBT+ com penas severas
Nova legislação ainda requer ratificação do presidente

Os deputados do Gana aprovaram nesta sexta-feira, dia 29, uma das legislações mais restritivas da África em relação à comunidade LGBT+, que aguarda aprovação do presidente John Mahama para entrar em vigor.
✨ A nova lei prevê penas de até cinco anos de prisão para a promoção de atividades LGBT+.
Intitulado "sobre os direitos sexuais e os valores familiares", o projeto estabelece punições severas, incluindo três anos de prisão para relações homossexuais e de três a cinco anos para aqueles que promovem ou apoiam atividades LGBT+. Essa versão da lei foi inicialmente aprovada por unanimidade no Parlamento em fevereiro de 2024, mas não foi sancionada pelo ex-presidente Nana Akufo-Addo antes do encerramento de sua legislatura em janeiro de 2024.
De acordo com a Constituição de Gana, propostas não sancionadas perdem validade, obrigando o Parlamento a reavaliar a matéria. Embora a estrutura principal do projeto tenha se mantido, foram incluídas isenções para profissionais do direito, comunicação e saúde.
A homossexualidade já é criminalizada no Gana, uma nação conservadora e majoritariamente cristã, por legislação que remonta ao período colonial, embora não tenha havido processos substanciais até o momento. Grupos de direitos humanos e organizações internacionais apontam que a lei fere os direitos humanos fundamentais.
O atual presidente, John Mahama, expressou apoio à legislação durante sua campanha eleitoral. Esta movimentação no Gana ocorre em um clima crescente de repressão contra a comunidade LGBT+ na África, seguindo a recente decisão do Senegal de aumentar as penas para indivíduos LGBT+.
Contexto
Diversos países africanos impõem penas severas contra a homossexualidade, variando de 10 anos de prisão à pena de morte em nações como Uganda e Mauritânia.
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