Membro do Brics, país busca ampliar financiamento em meio a sanções

O Irã está prestes a se tornar membro do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conforme afirmou Abdolnaser Hemmati, presidente do banco central do país. Esta iniciativa visa proporcionar ao Irã alternativas de financiamento, especialmente em um cenário repleto de sanções.
O NDB, criado pelos BRICS em 2014, serve como uma alternativa às instituições tradicionais de financiamento como o Banco Mundial. Sediado em Xangai e presidido pela ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, o banco foca em financiar infraestrutura e desenvolvimento sustentável em economias emergentes.
✨ A adesão ao NDB pode expandir as opções econômicas do Irã que enfrenta severas restrições financeiras.
A permanência do Irã no BRICS desde sua adesão em 2024 demonstra um desejo por maior integração econômica, especialmente considerando as sanções dos Estados Unidos. O país busca diversificar suas fontes de financiamento em detrimento do sistema financeiro dominado pelo dólar.
✨ Os BRICS estão promovendo o uso de moedas locais nas transações entre seus membros.
A busca do Irã por parceria com o NDB acontece em uma fase crítica para o BRICS, onde a expansão do grupo trouxe diversidade, mas também dificuldades para alcançar consensos, especialmente sobre questões de segurança como os conflitos envolvendo o Irã e os EUA.
O Brasil, Rússia e China expressaram preocupação com a ofensiva contra o Irã, enquanto Índia e Emirados Árabes Unidos mostraram-se críticos à posição iraniana, dificultando uma declaração unificada do bloco.
Hemmati está participando de uma reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos BRICS, que ocorre na Índia, destacando os esforços contínuos do Irã para se integrar à estrutura financeira do grupo.
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