Papa pede humanidade no tratamento a migrantes nas Ilhas Canárias
Leão XIV aborda a crise migratória durante visita às Ilhas Canárias

Durante sua visita às Ilhas Canárias, o papa Leão XIV se reuniu com migrantes, destacando a urgência de tratá-los com dignidade e compaixão, especialmente em um contexto que resultou em mais de três mil mortes em 2025 na tentativa de alcançar o arquipélago.
Encontro com Migrantes em Tenerife
O papa, em sua semana de compromissos na Espanha, enfatizou que a experiência dos migrantes deve ser entendida como uma realidade compartilhada, afirmando: "De certa forma, todos nós somos migrantes". Sua mensagem se torna ainda mais relevante diante da crescente crise migratória, com as Canárias registrando um recorde de 46.843 chegadas irregulares em 2024.
✨ As Ilhas Canárias são uma das principais portas de entrada para a Europa.
Bousso Diouf, um migrante nigeriano, compartilhou sua experiência com o pontífice, detalhando a dor de deixar sua terra natal em busca de uma vida melhor. "Ninguém abandona sua terra de livre vontade quando se pode viver em paz", declarou Diouf.
Apelo por Ação Internacional
Leão XIV já havia abordado a questão da imigração em seu discurso ao Parlamento espanhol, destacando que a falta de apoio aos migrantes compromete 'os fundamentos éticos da ordem internacional'. Ele reiterou a necessidade de 'caminhos legais e seguros para a imigração' e maior colaboração na luta contra o tráfico humano.
O líder da Igreja Católica ressaltou que é imperativo ir além de medidas e estatísticas que simplesmente gerenciam a situação, enfatizando a necessidade de resolver as causas profundas, como pobreza e conflitos, que forçam tantas pessoas a deixar suas casas.
Juan Carlos Lorenzo, coordenador da Comissão Espanhola para Refugiados nas Ilhas Canárias, frisou que a visita do papa representa um marco importante para a defesa dos direitos humanos, sinalizando um compromisso com a dignidade de todos, independentemente de sua origem.
Postura da Espanha em Relação à Imigração
Ao contrário de muitos países europeus, a Espanha mantém uma abordagem mais acolhedora, com um programa que visa regularizar a situação de mais de meio milhão de migrantes. Contudo, a lentidão no processo de concessão de status legal tem sido alvo de críticas, especialmente em um ambiente político polarizado.
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