União Europeia questiona tarifas dos EUA sobre trabalho forçado
Kaja Kallas critica imposições e busca esclarecimentos de Washington

A União Europeia está questionando as novas tarifas de 10% e 12,5% que os Estados Unidos impuseram a 60 de seus parceiros comerciais, incluindo blocos europeus, ao alegar problemas de trabalho forçado. A chefe de política externa do bloco, Kaja Kallas, afirmou que essa acusação carece de fundamento e que as leis trabalhistas da UE são robustas.
Em uma entrevista à Reuters, Kallas enfatizou que a UE tem cumprido suas obrigações em um recente acordo comercial com os EUA e, portanto, considera as novas tarifas como uma 'surpresa negativa'. Ela afirmou: 'Se você comparar nossas leis trabalhistas com as dos Estados Unidos, temos férias remuneradas e boas condições de trabalho, portanto, isso não faz sentido.'
A ministra do Comércio da Austrália, Don Farrell, também criticou as tarifas, considerando-as 'completamente injustificadas'. Farrell confirmou que continuará a pressionar os EUA para a revogação dessas medidas sobre produtos australianos, reafirmando o compromisso do país no combate à escravidão moderna.
✨ Kaja Kallas: 'É uma surpresa negativa que esse acordo não esteja sendo respeitado'.
Contexto
As tarifas foram introduzidas pelo governo dos EUA alegando falhas na Europa em controlar práticas de trabalho forçado. A UE e a Austrália solicitaram explicações e a remoção das taxas.
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