Voltar
Justiça
2 min de leitura

Advogadas condenadas por manipular inteligência artificial na Justiça

Uso de técnica oculta resulta em severa punição judicial

Gabriel Azevedo13 de maio de 2026 às 11:40
Advogadas condenadas por manipular inteligência artificial na Justiça

Duas advogadas foram responsabilizadas pela Justiça do Trabalho por terem utilizado técnicas de inteligência artificial de forma oculta para influenciar uma sentença judicial. O caso levantou alarmes sobre a integridade da atuação judicial.

Método Fraudulento Revelado

As profissionais empregaram um método denominado 'prompt injection', que permitiu a inserção de um comando não visível dentro de uma petição. Essa técnica envolveu a utilização de texto em branco sobre um fundo branco, tornando a orientação imperceptível aos olhos humanos. Contudo, o sistema do tribunal conseguiu detectar a inserção fraudulenta.

As advogadas tentaram induzir o sistema judicial com um comando que dava instruções para contestar superficialmente a petição, visando beneficiar uma das partes em detrimento do réu.

O juiz Luiz Carlos de Araujo Santos Junior, responsável pela decisão no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, ressaltou a gravidade da conduta, afirmando que a ação criada gerou perplexidade e exigiu um tratamento explícito na sentença. Segundo o magistrado, era claro que o intuito das advogadas era prejudicar não apenas o réu, mas também a própria função judiciária.

"

O ato de inserir comandos ocultos para manipular sistemas do Judiciário não é uma defesa legít, mas sim um ataque à integridade do processo judicial, transgredindo a boa-fé geralmente esperada dos advogados.

Além da condenação, o juiz aplicou uma multa de 10% sobre o valor da causa às advogadas e solicitou que a seccional da OAB do Pará investigue a situação para possíveis sanções disciplinares, enfatizando a necessidade de garantir a ética na profissão advocatícia.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Justiça