Andrei Rodrigues e Leandro Almada são afastados após revelação de monitoramento a autoridades

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) pelo afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial. A medida foi tomada após a revelação de relatórios internos que analisavam o comportamento do ministro e de outras autoridades durante investigações de fraudes no INSS e no Banco Master.
Mendonça destacou que tanto ele quanto o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos de um monitoramento sistemático pela Polícia Federal. A situação, classificada pelo ministro como grave, ocorreu por pelo menos 30 dias, o que levanta preocupações sobre a legalidade da ação.
✨ Afastamento preventivo de dirigentes da PF ocorre após monitoramento ilícito identificado em relatórios internos.
Leandro Almada, natural do Rio de Janeiro e com formação em Direito pela UERJ, é delegado da PF desde 2008 e anteriormente supervisionou superintendências regionais na corporação. Ele esteve envolvido em investigações cruciais relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco e ao motorista Anderson Gomes, incluindo a identificação de obstruções nas investigações e a atuação de uma organização criminosa.
Além do afastamento, André Mendonça ordenou também a abertura de uma investigação pela Corregedoria da PF para averiguar a produção dos documentos que resultaram na sua decisão. Durante a análise, identificou-se indícios de omissão e possível envolvimento de altos oficiais da PF na elaboração dos relatórios.
A decisão do ministro foi encaminhada à Segunda Turma do STF, que formou maioria para ratificar os afastamentos. No entanto, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A cautelar de Mendonça permanece em vigor, com Rodrigues e Almada afastados até novas determinações.
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Jornalista especializado em Justiça

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