Cármen Lúcia menciona pressões machistas em palestra em SP
Ministra do STF reflete sobre ataques e ameaça à sua segurança

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que familiares têm sugerido que ela deixe seu cargo em meio às constantes ofensas machistas que enfrenta. Durante uma palestra em São Paulo, ela discutiu o impacto do machismo sobre a sua atuação e a de seus colegas na Corte.
Dificuldades enfrentadas por mulheres no judiciário
Cármen Lúcia participou do evento ‘O Brasil na visão das lideranças públicas’, promovido pelo Instituto FHC, e destacou que as ameaças enfrentadas pelos membros do STF podem desencorajar novos juízes a aceitar posições no tribunal. 'Algumas pessoas podem hesitar, pois suas famílias não apoiam essa decisão. Para nós, mulheres, o desafio é ainda maior', observou.
"O discurso de ódio é mais severo contra nós, enquanto mulheres; isso é sexista e desmoralizante. A maioria da minha família pede: 'Cármen, pense em sair disso', disse a ministra.
✨ Cármen Lúcia se posiciona contra as ameaças e discursos de ódio.
A ministra também fez referência ao clima de tensão que envolve o STF, sublinhando que sua atuação é pautada pela legalidade. ‘Podem dormir tranquilos, pois sempre busco fazer o melhor, sem transgressão das leis’, afirmou, recordando uma votação em que ficou em desacordo até com seu pai.
Contexto
Cármen Lúcia, a única mulher no STF, já havia denunciado anteriormente ataques machistas, incluindo uma ameaça de bomba que ela recebeu no mês passado.
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