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Justiça
2 min de leitura

Caso de Henry Nowak gera fúria após resposta policial em Southampton

Estudante de 18 anos morreu após ataque que provocou controvérsia racial

Ricardo Alves02 de junho de 2026 às 13:15
Caso de Henry Nowak gera fúria após resposta policial em Southampton

Henry Nowak, um estudante de 18 anos, faleceu após ser atacado com faca, enquanto estava sob custódia policial na cidade de Southampton, no Reino Unido. O incidente, que ocorreu em dezembro do ano passado, suscitou forte indignação pública e questionamentos sobre a resposta das autoridades.

Vickrum Digwa, o agressor de 23 anos, que é membro da comunidade sikh, foi condenado a prisão perpétua por mentir às autoridades, afirmando que Nowak havia feito um ataque racista contra ele. Essa alegação levou os policiais a imobilizarem Nowak em vez de prestarem os primeiros socorros de forma imediata.

Um vídeo da câmera corporal da polícia mostra Nowak se debatendo no chão, implorando por ajuda e afirmando que havia sido esfaqueado.

O político britânico Nigel Farage comentou sobre a situação, apontando que o medo de ser rotulado como racista influenciou na resposta da polícia e enfatizou a importância de agir com indignação diante do caso. Tais declarações acirraram ainda mais as tensões raciais no país, com um julgamento que reconheceu a gravidade da situação.

Consequências e Reações

Após a condenação de Digwa, protestos foram convocados em Southampton e em outras cidades do Reino Unido. Nick Thomas-Symonds, ministro do Gabinete, descreveu as imagens da cena como "terríveis" e criticou a conduta policial no caso.

Contexto

A tragédia de Henry Nowak ecoa outras situações de injustiça policial, levantando comparações com o assassinato de George Floyd, que gerou o movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos.

A família de Nowak se manifestou lamentando os eventos que cercaram sua morte e pedindo um tratamento mais humano nas interações entre a polícia e o público. A polícia de Hampshire, que já se desculpou, encontra-se sob investigação pelo Escritório Independente de Conduta Policial.

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Os detalhes da resposta policial levantam sérias preocupações sobre a imparcialidade, a justiça e o discernimento da polícia

Donna Jones, comissária de polícia

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