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Justiça
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Corte italiana nega extradição de Carla Zambelli ao Brasil

Justiça italiana questiona imparcialidade do julgamento no Brasil

Carlos Silva12 de junho de 2026 às 09:10
Corte italiana nega extradição de Carla Zambelli ao Brasil

A Corte de Cassação da Itália decidiu negar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, apontando preocupações sobre a imparcialidade do julgamento que resultou em sua condenação por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Brasil.

Os juízes italianos argumentam que houve incompatibilidade nas funções do ministro Alexandre de Moraes, que participou como juiz e também foi uma das partes diretamente afetadas pelo caso, já que um falso mandado de prisão contra ele foi inserido no sistema do CNJ por Zambelli.

A Corte identificou elementos suficientes para questionar a imparcialidade do tribunal brasileiro, sublinhando que isso resulta em uma violação clara do direito de defesa.

O tribunal italiano ressaltou que Moraes não apenas emitiu um mandado de prisão, mas também esteve envolvido em várias fases do processo, incluindo a formulação do pedido de extradição e a análise de detalhes sobre a penitenciária onde Zambelli poderia cumprir pena, o que ampliou as dúvidas sobre a separação de funções.

Em sua avaliação, a Corte de Cassação destacou que a situação não foi resolvida pelos mecanismos do Judiciário brasileiro, deixando incertezas sobre a equidade do processo judicial que fundamentou o pedido de extradição.

Apesar das críticas ao julgamento da ex-deputada no Brasil, a Corte negou a ideia de que ela fosse alvo de uma perseguição política, considerando que os crimes imputados a Zambelli não possuem caráter exclusivamente político e que não havia evidências suficientes para impedir a extradição com base nas condições do sistema prisional brasileiro.

Contexto

Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por invasão de sistemas do CNJ, uma decisão que gerou polêmica e resistência na Justiça brasileira. A extradição foi solicitada com base nesta condenação.

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