STF avalia extradição de Carla Zambelli por porte de arma
Audiência em Roma marca novo capítulo no caso da deputada do PL

Nesta quarta-feira (1º), a Justiça italiana deu início ao processo de extradição da deputada licenciada Carla Zambelli, embora ela não tenha comparecido à audiência em Roma. O caso refere-se à sua condenação a cinco anos e três meses de prisão por porte irregular de arma de fogo e por constrangimento ilegal.
A condenação de Zambelli resultou de um incidente ocorrendo um dia antes do segundo turno das eleições de 2022, quando ela armada perseguiu um homem em São Paulo após uma discussão política.
Garantias enviadas à Itália
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou em junho à Advocacia-Geral da União garantias exigidas pela Itália para que a extradição fosse aceita. Mendes sublinhou a legitimidade da condenação da ex-deputada, ressaltando que foi aprovada por ampla maioria na Corte.
✨ A condenação no STF teve o placar de 9 votos a 2 por porte ilegal de arma e 10 a 1 por constrangimento ilegal.
O ministro garantiu que, caso a extradição seja efetivada, a execução da pena ocorrerá na Penitenciária Feminina de Brasília e que Zambelli terá acesso a advogados e familiares na unidade prisional.
Contexto sobre o caso
O debate jurídico sobre a extradição de Carla Zambelli reflete a complexidade das relações entre Brasil e Itália, especialmente em casos que envolvem condenações por crimes cometidos fora do país em situações que geram polêmicas jurídicas.
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