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Justiça
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Daniel Vorcaro apresenta delação à PF e PGR sem provas documentais

Ex-CEO do Banco Master busca colaboração em investigação

Gabriel Rodrigues06 de maio de 2026 às 13:00
Daniel Vorcaro apresenta delação à PF e PGR sem provas documentais

Os advogados de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, entregaram na noite de ontem, 5, um pendrive com anexos de uma proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. O material, que foi dividido em capítulos, detalha supostas irregularidades e os indivíduos envolvidos no esquema.

Até o momento, a defesa não apresentou documentos que sustentem as alegações feitas por Vorcaro. A partir de agora, a PF e a PGR irão realizar uma triagem inicial do conteúdo. Essa análise visa comparar as informações fornecidas com o que já foi coletado nas investigações em andamento, que prosseguem independentemente da proposta de colaboração.

A análise inicial das informações apresentadas deve durar cerca de dois meses.

Se as autoridades considerarem que as provas têm potencial de relevância, a negociação avançará. Nessa fase, Vorcaro poderá ser chamado para detalhar suas alegações, esclarecer episódios e identificar mais personagens envolvidos. Os indivíduos mencionados na delação não serão automaticamente convocados para depoimento, uma vez que a PF necessita de fundamentos concretos para justificar uma nova investigação sobre eles.

Após essa fase preliminar, formalizará a assinatura de um termo de colaboração que delineará as condições estabelecidas com a PF e a PGR, resumos dos depoimentos, os resultados esperados da delação e, se necessário, medidas de proteção para Vorcaro e sua família. Caso este acordo não seja aceito, as informações fornecidas na proposta não poderão ser usadas contra ele.

Se o acordo avançar, caberá ao ministro André Mendonça, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal, analisar o termo de colaboração e as declarações de Vorcaro. O ministro poderá convocá-lo para depor, caso avalie necessário, antes de decidir se homologará ou não o acordo, que serve para confirmar a legalidade e a voluntariedade da colaboração.

A homologação do acordo não garante os benefícios oferecidos a Vorcaro, que dependerão da presença de informações úteis e verificáveis. Mesmo após a homologação, o banqueiro poderá ser convocado a prestar novos esclarecimentos quando necessário e deverá seguir com as obrigações estabelecidas no acordo. A colaboração pode ser encerrada se for provado que Vorcaro escondeu informações deliberadamente ou mentiu durante o processo.

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