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Justiça
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Supremo exige devolução total antes de aceitar delação de Vorcaro

Condição essencial para homologação do acordo de colaboração

Gabriel Azevedo06 de maio de 2026 às 13:40
Supremo exige devolução total antes de aceitar delação de Vorcaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu uma condição essencial para a aprovação da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro: a devolução integral dos valores desviados por meio de corrupção. Esta decisão destaca a firmeza do STF em relação à recuperação de recursos públicos.

A devolução dos valores desviados é condição fundamental para a homologação do acordo.

A análise da proposta de delação e seus anexos será realizada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF). Se Vorcaro for considerado colaborativo e fornecer informações valiosas para as investigações, o caso será submetido à apreciação do relator, o ministro André Mendonça.

Agora, a defesa de Vorcaro iniciará negociações com a PGR e a PF, sempre com a condição de que o ressarcimento dos valores desviado ocorra imediatamente. Embora alguns recursos já tenham sido utilizados pelo ex-banqueiro, a cobrança abrangerá tudo o que Vorcaro ainda detém, inclusive o patrimônio no exterior.

Diretrizes sobre a devolução dos recursos

O Supremo não aceitou o modelo de parcelamento tipo Lava Jato, onde acordos de devolução se estenderam por anos. A expectativa é que a defesa identifique claramente a localização dos recursos ilícitos de Vorcaro, tanto no Brasil como no exterior, incluindo eventuais bens imóveis.

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A percepção no STF é que o modelo de parcelamento não foi eficiente e a devolução deve ser imediata.

Contexto

O caso de Vorcaro é parte de uma investigação mais ampla sobre corrupção e desvios de recursos, refletindo a postura do STF em garantir que a devolução dos valores ocorra de maneira eficaz.

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