Delação de Daniel Vorcaro enfrenta reviravoltas durante investigações
Ex-CEO do Banco Master recua em seus depoimentos, buscando liberdade.

Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, alterou sua abordagem na proposta de delação premiada após assinar um acordo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Embora ele tenha demonstrado disposição para cooperar, seu foco mútuo está na liberdade pessoal, resultando em uma hesitação em incriminar outras pessoas. Segundo fontes próximas a Vorcaro, a expectativa de um desfecho favorável em sua delação diminuiu.
Mudanças nas declarações
Nos últimos dias, o banqueiro retirou nomes de autoridades antes mencionados de sua lista de testemunhas. Com a orientação de seus advogados, Vorcaro deve avaliar cuidadosamente as consequências de suas alegações, considerando também as evidências coletadas nas investigações que precisam ser respaldadas por seu testemunho.
✨ A efetividade da colaboração de Vorcaro poderá ser comprometida se ele continuar evitando mencionar nomes durante o processo.
A validação do acordo de delação depende ainda da visão do relator André Mendonça, que tem sinalizado que não há margens para proteger indivíduos se houver evidências suficientes de envolvimento em irregularidades.
Envolvimento de autoridades
Desde o início das investigações, figuras como os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques foram mencionadas. Toffoli reconheceu a venda de parte de sua empresa a um fundo relacionado ao Banco Master, enquanto Moraes negou ter se encontrado com Vorcaro, apesar de registros que sugerem o contrário.
Nunes Marques admitiu uma viagem em um avião vinculado ao ex-banqueiro, mas argumentou que foi um convite de amigos.
Além disso, existem investigações sobre o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, relacionado a encontros com Vorcaro e com o ex-presidente do Banco de Brasília sobre a aquisição de parte do Master.
Vorcaro, que foi preso pela primeira vez em novembro passado, aguarda seu destino sob custódia na Superintendência da Polícia Federal após sucessivas determinações de prisão, sendo ele monitorado por tornozeleira eletrônica.
Na quarta-feira, 22, ele passou mal e necessitará de novos exames médicos, com autorização do relator do caso para acompanhamento.
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