Companhia enfrenta questões de foro enquanto ajusta operações no Paraná

A Lavoro se vê em uma batalha legal que se intensifica em meio a um pedido de recuperação judicial no Paraná. A empresa, que não conseguiu cumprir os pagamentos de seu plano de recuperação extrajudicial, argumentou que seu principal negócio foi transferido para Curitiba.
No entanto, tanto a Justiça do Paraná quanto a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo decidiram que o caso deve ser tratado em São Paulo, onde o plano de recuperação foi homologado. Recentemente, a Justiça paranaense rejeitou um novo recurso da Lavoro, mantendo a jurisdição paulista.
✨ Esta decisão é considerada um 'leading case', servindo como um possível precedente para disputas futuras sobre a escolha do foro em reestruturações empresariais.
Em relação à mudança de atividades para o Paraná, a AGI, controladora da Lavoro, enfatizou a importância do estado para seus negócios, destacando que grande parte do faturamento da empresa provém da região e que possui um número significativo de clientes lá.
Além disso, a Lavoro está encerrando suas operações em São Paulo, o que gera mais repercussões no contexto do mercado.
Enquanto isso, as ações da UPL se concentram na transferência de controle da Lavoro para a Volterra Participações, um veículo da AGI. A UPL pleiteia acesso a documentos que esclareçam a estrutura da operação e seus efeitos sobre os credores.
De acordo com a UPL, a empresa ainda aguarda esclarecimentos suficientes sobre essa transação.
A AGI, que se especializou em intervir em empresas com dificuldades financeiras, está expandindo sua influência através da aquisição de créditos e controle de empresas em reestruturação. Recentemente, tornou-se parte do controle da Mobly, empresa dona da Tok&Stok.
A Lavoro não se pronunciou quando contatada para comentários sobre a situação.
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Jornalista especializado em Justiça

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