El Salvador julga 486 membros da gangue MS-13 por crimes graves
Réus podem enfrentar até 245 anos de prisão se condenados

Um tribunal em El Salvador deu início ao julgamento de 486 supostos líderes da gangue MS-13, em um caso abrangendo mais de 47 mil crimes ocorridos entre 2012 e 2022.
Se considerados culpados de todas as acusações, cada um dos réus poderá ser sentenciado a até 245 anos de prisão, conforme declarado pelos procuradores.
Crimes denunciados
As acusações incluem homicídio, feminicídio, extorsão, tráfico de armas e desaparecimento forçado. Além disso, os réus enfrentam a acusação de tentar estabelecer um estado paralelo por meio do controle territorial.
✨ Entre março de 2022, foram registrados homicídios de 86 pessoas durante um fim de semana violento, considerado o mais letal no período pós-guerra.
Estado de emergência
Em resposta à escalada de violência, o Congresso de El Salvador declarou um controverso estado de emergência, prorrogado indefinidamente, que permite detenções sem mandado e levou à superlotação prisional.
Organizações de direitos humanos criticam severamente a resposta do governo, apontando abusos como tortura e assassinatos sob as medidas de emergência. Mais de 91 mil pessoas foram detidas devido a este estado.
Enquanto isso, o governo do presidente Nayib Bukele afirma que a medida resultou na redução dos homicídios, com uma taxa de 1,3 por 100 mil habitantes em 2025, em comparação com 7,8 no ano anterior, segundo dados oficiais.
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