Grupo movimentou milhões com fraudes em veículos em vários estados

Um grupo criminoso atuando em Minas Gerais, São Paulo e Paraná foi condenado pela Justiça de Minas Gerais por envolvimento em um esquema de estelionato eletrônico. Compreendendo fraudes em leilões de veículos, o caso resultou na condenação de 19 pessoas, cujas penas variam de seis anos e meio a 14 anos e seis meses de reclusão.
A operação que desmantelou a organização, chamada Martelo Virtual II, revelou a complexidade do esquema. Os criminosos utilizaram sites falsos para enganar as vítimas, levando-as a transferir valores via Pix e TED, sob a falsa promessa de arrematação de automóveis que nunca foram entregues.
✨ O grupo movimentou aproximadamente R$ 2,6 milhões durante as fraudes.
Os acusados estabeleceram um sistema organizado, dividido em núcleos financeiros e operacionais, que incluía a utilização de empresas de fachada e contas de terceiros para ocultar os lucros ilícitos. A investigação da PCMG revelou também a lavagem de dinheiro através da compra e reforma de carros antigos, como Kombis, que eram vendidos a preços inflacionados.
Os réus foram responsabilizados por captação de laranjas para a abertura de contas bancárias, bem como pela reelaboração de documentos e chassis dos veículos, criando assim uma fachada para justificar a legalidade dos lucros obtidos pelas fraudes.
O juiz que presidiu o caso determinou que os bens apreendidos e os valores bloqueados nas contas dos réus sejam revertidos para reparação das vítimas. O ressarcimento deverá ser a prioridade, e qualquer quantia restante deverá ser destinada ao Estado de Minas Gerais.
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