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Justiça
2 min de leitura

George Santos investigado por apostas sobre seu discurso na União

Ex-deputado é alvo de apuração federal após atividades em site de previsões

Tiago Abech03 de junho de 2026 às 11:15
George Santos investigado por apostas sobre seu discurso na União

O ex-deputado George Santos, de Nova York, está sendo investigado por negociações suspeitas em um site de apostas após afirmar que estaria presente no discurso do Estado da União de Donald Trump, mas não comparecer. Santos, que é filho de brasileiros e foi preso no ano passado por fraudas federais, teve sua conta congelada pelo site Kalshi.

Conforme fontes próximas ao caso, o Kalshi detectou atividades irregulares em um mercado que permitia apostas na possibilidade de Santos comparecer ou não ao evento. Embora o ex-parlamentar tivesse anunciado que estaria presente, sua ausência gerou apostas milionárias, envolvendo também outras figuras notórias, como o filho do presidente Barron e o jornalista Nick Shirley.

Santos foi destituído do Congresso e cumpria uma pena de sete anos por fraude até ser comutado por Trump.

Após identificarem que uma das contas que apostou em sua presença pertencente a Santos, a plataforma congelou a conta e encaminhou o caso ao Departamento de Justiça e à CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities). A CFTC confirmou estar investigando a situação.

Santos, em contato com a NPR, negou ter conhecimento de qualquer investigação relacionada ao uso de informações privilegiadas. Por sua vez, a NPR também noticiou que o Departamento de Justiça está analisando as atividades de Santos no Kalshi.

Contexto

Os mercados de previsão, como o Kalshi e Polymarket, têm ganhado popularidade, permitindo apostas em uma ampla gama de tópicos, desde eventos esportivos até eleições. Estas plataformas são reguladas pelo governo federal, mas enfrentam desafios legais diante de seu crescimento acelerado.

Enquanto isso, a CNN estabeleceu uma parceria com o Kalshi para oferecer dados sobre eventos importantes, embora seus funcionários estejam proibidos de negociar em plataformas de previsão.

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