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Justiça
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Gilmar Mendes apoia prisão domiciliar para advogado em caso de fraudes

Decisão ocorre após prisão de Daniel Lopes Monteiro e Paulo Henrique Costa

Camila Souza Ramos24 de abril de 2026 às 22:45
Gilmar Mendes apoia prisão domiciliar para advogado em caso de fraudes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou na noite de sexta-feira sua opinião em favor da prisão domiciliar do advogado Daniel Lopes Monteiro. Ele e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília, foram detidos em uma operação que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master.

Gilmar Mendes argumentou que a Polícia Federal não conseguiu estabelecer claramente a diferença entre as atividades legais de assessoria jurídica de Daniel e as ações que poderiam ser consideradas ilícitas. Com seu voto, a votação na Segunda Turma ficou em 3 a 1, mantendo a ordem de prisão, enquanto Dias Toffoli optou por não se posicionar por se declarar suspeito.

No que diz respeito a Paulo Henrique Costa, Mendes defendeu a manutenção da prisão dele. A dupla foi presa no dia 16 de abril durante a nova fase da Operação Compliance Zero, cujo alcance inclui crimes como gestão fraudulenta de instituições financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção.

As investigações revelam indícios de um esquema ilícito relacionado a carteiras de crédito fictícias que resultou em 12,2 bilhões de reais em operações irregulares.

Segundo o ministro André Mendonça, responsável pela detenção, o esquema envolvia a fabricação e venda de carteiras de crédito que eram supostamente transferidas ao Banco Regional de Brasília. Além disso, há informações sobre uma negociação avaliada em 146 milhões de reais envolvendo imóveis luxuosos como forma de propina entre Costa e outros envolvidos.

Contexto

A Operação Compliance Zero investiga fraudes e lavagens de dinheiro no sistema financeiro brasileiro, focando na atuação de instituições como o Banco Master e seus executivos.

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