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Justiça
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Gilmar Mendes nega pedido de empresário envolvido na Lava Jato

Decisão impede extensão de anulação de atos contra José Dirceu

Giovani Ferreira16 de junho de 2026 às 10:50
Gilmar Mendes nega pedido de empresário envolvido na Lava Jato

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido do empresário Eduardo Aparecido Meira para que a anulação dos atos do juiz Sérgio Moro, relacionados ao ex-ministro José Dirceu, fosse estendida a ele.

Meira, sócio da empresa Credencial, foi condenado por Moro por lavagem de dinheiro e associação criminosa, em um caso onde ele teria ocultado a origem e movimentação de quase 700 mil reais com o intuito de repassar o valor a Dirceu.

Gilmar Mendes afirmou que a decisão de 2024 se baseou em elementos específicos, excluindo a possibilidade de aplicação generalizada.

Em seu despacho, Mendes destacou que a ordem que anulou os atos contra Dirceu se fundamentou em provas que evidenciaram a colaboração entre Moro e a força-tarefa da Lava Jato, visando enfraquecer a defesa do ex-presidente Lula. Para o ministro, aplicar a mesma anulação a outros casos equivaleria a distorcer a natureza da decisão.

Críticas à Lava Jato

Gilmar também reiterou que sua negativa não representa uma aceitação de abusos por parte da operação Lava Jato. Ele criticou os métodos usados na ação, reconhecendo que estes infringiram normas importantes do processo penal brasileiro.

A negação da extensão foi atribuída à particularidade da decisão anterior e à falta de fundamentos legais para a solicitação.

Mendes concluiu que a forma de contestar irregularidades não deve ser por meio do pedido de extensão, reforçando a necessidade de respeitar a singularidade dos casos analisados.

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