Meire Poza é presa novamente por ligação com o PCC
Contadora é acusada de operar contas vinculadas à facção criminosa

A contadora Meire Bonfim da Silva Poza foi detida novamente em um mandado de prisão preventiva emitido pela Operação Janus, após ações dos promotores do Gaeco. Ela é acusada de operar uma estrutura contábil a serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC), recebendo mensalmente R$ 70 mil.
Meire já havia sido presa em 2018 durante a Operação Encilhamento, que desarticulou um esquema bilionário de desvios previdenciários. Durante a investigação da Lava Jato, ela foi identificada como uma colaboradora próxima do doleiro Alberto Youssef.
Envolvimento no PCC e Operação Bazaar
As recentes investigações revelaram que Meire não apenas exercia atividades contábeis para o PCC, mas também havia se tornado uma operadora de 'balcão de negócios' dentro de diversos departamentos da Polícia Civil. Através da manipulação de inquéritos, ela forçava empresários a pagarem propinas, conforme apurado na Operação Bazaar.
✨ Meire Poza foi associada a atividades ilícitas do PCC, tendo atuado como contadora para a facção por pelo menos cinco anos.
Mensagens trocadas entre Meire e Cléber Azevedo dos Santos, um membro do PCC, indicam sua participação na gestão financeira da organização criminosa. A comunicação sugere que ela tinha ciência plena das atividades ilegais realizadas pelo grupo, reforçando seu envolvimento direto com o crime organizado.
Contexto
A Operação Janus é parte das ações coordenadas pelo Gaeco para desmantelar redes criminosas que operam em conluio com agentes do Estado, focando em corrupção e lavagem de dinheiro.
Além disso, Meire interagiu frequentemente com o advogado Amjad Ahmad, reforçando sua função dentro da organização. Em várias conversas, ela coordenava repasses financeiros e manipulava documentos fiscais que poderiam ocultar ou disfarçar ativos ilícitos.
Os promotores examinaram sua relação com outros envolvidos no caso, incluindo Leonardo Meirelles, que também possui vínculos com a Lava Jato e atualmente está foragido. Essa ampla rede de relações entre criminosos demonstrou a complexidade das operações em que Meire estava inserida.
As investigações descobriram que Meire utilizava sua experiência contábil não apenas para facilitar crimes, mas também estava envolvida diretamente em ações ilícitas, como solicitado pelo advogado para obtenção de quantias em espécie.
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