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Justiça
2 min de leitura

Inquérito apura descarte irregular de livros em Osasco

Ministério Público investiga o descarte de 40 mil obras da Biblioteca Monteiro Lobato

Giovani Ferreira29 de abril de 2026 às 16:55
Inquérito apura descarte irregular de livros em Osasco

O Ministério Público de São Paulo iniciou uma investigação sobre o descarte inadequado de cerca de 40 mil livros pertencentes à Biblioteca Pública Monteiro Lobato, localizado em Osasco, na Grande São Paulo.

Os livros, que incluíam documentos históricos, foram encontrados em uma caçamba de lixo, gerando preocupações sobre a preservação do acervo público.

Denúncia e Motivo da Investigação

A denúncia sobre o descarte foi divulgada no programa SP2 da TV Globo no dia 25 de abril, e, em resposta, o promotor Rodrigo Nunes Serapião destacou que a investigação buscará avaliar possíveis perdas irreparáveis de acervos culturais e o dano moral à sociedade.

A Biblioteca está fechada desde 2020 para reformas.

O MP solicitou à Prefeitura de Osasco acesso a registros que justifiquem o descarte, incluindo despachos e memorandos, além de identificar os responsáveis pela decisão de desmanche do acervo.

Serapião enfatizou a urgência na apuração para evitar a perda de evidências e verificar a possibilidade de recuperação dos bens.

Reações e Resposta da Prefeitura

O Ministério da Cultura condenou a ação, especialmente pelo ocorrido na mesma semana em que se comemorou o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril. A pasta está dialogando com a Secretaria de Cultura de Osasco para assegurar acesso à literatura na comunidade.

Por sua vez, a Prefeitura de Osasco, sob a gestão de Gérson Pessoa, admitiu que os livros foram descartados por estarem contaminados com mofo e fungos, mas após a repercussão, mencionou que investigaria a manipulação do material e consideraria a contratação de uma empresa especializada para reavaliar os livros.

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