Inquérito investiga questionário polêmico enviado a professoras em Santa Maria
A Polícia Civil examina denúncia sobre questões invasivas em contratação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul iniciou um inquérito para investigar um polêmico questionário enviado a professoras da rede municipal de Santa Maria, que incluiu perguntas sobre aspectos pessoais como partos, gestações e histórico menstrual, durante o processo de contratação.
O material, enviado pela Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas, gerou questionamento após uma denúncia feita pelo Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria, que argumentou que as questões são discriminatórias e violam a legislação federal que proíbe a exigência de informação sobre gravidez para fins admissionais.
✨ As perguntas sobre vida pessoal e saúde das candidatas são consideradas invasivas e desconectadas da qualificação profissional.
Em nota, o sindicato expressou seu descontentamento com a abordagem adotada, afirmando que "essas perguntas são íntimas e raiam o preconceito de gênero", ressaltando que reforçam desigualdades históricas e violam a privacidade das mulheres.
O delegado Sandro Meinerz, que coordena a investigação, revelou que a intenção é averiguar se o questionário resultou em discriminação, podendo até prejudicar candidatas ao emprego devido às respostas pessoais solicitadas.
Meinerz também mencionou que, caso as perguntas visem à proteção das profissionais em relação a situações de risco, essa seria uma questão separada a ser considerada.
Contexto Adicional
A Rádio Gaúcha relatou que aproximadamente 180 mulheres participaram deste tipo de questionário ao longo do ano. A Prefeitura de Santa Maria se defendeu, afirmando que o formulário é parte de um procedimento padrão que segue diretrizes médicas, e garantiu que as informações coletadas são confidenciais e tratadas por profissionais especializados.
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