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Justiça
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Ciro Gomes tem recurso rejeitado por ofensas à prefeita de Crateús

Decisão mantém condenação por violência política de gênero

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 11:30
Ciro Gomes tem recurso rejeitado por ofensas à prefeita de Crateús

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, sob a decisão do juiz Edson Feitosa dos Santos Filho, rejeitou um recurso protocolado por Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, mantendo assim sua condenação por violência política de gênero contra a prefeita de Crateús, Janaina Farias.

A sentença é consequência de uma série de declarações depreciativas feitas por Ciro durante o período em que Janaina atuou como senadora em 2024. Ciro apresentou embargos de declaração, com o objetivo de esclarecer pontos que considerava obscuros no acórdão. Contudo, o juiz argumentou que a defesa estava tentando reavaliar o mérito da condenação, o que não é permitido neste tipo de sentença.

Em maio, a pena inicial de Ciro foi convertida em restrição de direitos, incluindo o pagamento de 70 salários mínimos à prefeita e a entidades de proteção das mulheres.

Janaina Farias, que ocupou o Senado entre abril e julho de 2024, foi eleita em 2022 como suplente de Camilo Santana, que levou o cargo para o Ministério da Educação em 2023. Durante sua breve passagem pelo Senado, Ciro se referiu a ela de maneira depreciativa, insinuando que seu papel estava estritamente ligado às funções pessoais do governador.

Ao negar os embargos, Santos Filho enfatizou que a análise sobre as declarações de Ciro foi exaustiva, confirmando que suas palavras não apenas desqualificaram Janaina como política, mas também incluíram conotações sexistas.

A defesa de Ciro Gomes alegou que não houve sexismo e argumentou que suas declarações se referiam a uma crítica ao 'patrimonialismo' de Camilo Santana. Todavia, o juiz reafirmou que a linguagem utilizada pelo ex-governador claramente ultrapassou os limites da crítica política e atingiu uma esfera de desqualificação de gênero.

Contexto

Ciro Gomes ainda tem a opção de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, onde poderá apresentar novas alegações sobre o caso.

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