Jaques Wagner investigado por suposta ligação com Banco Master
Senador é apontado como articulador em temas financeiros relacionados ao banco.

A Polícia Federal (PF) revelou que o senador Jaques Wagner (PT-BA) pode ter exercido um papel significativo em questões legislativas que envolvem o Banco Master. Esse achado faz parte da representação que foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) como parte da Operação Compliance Zero, que investiga um alegado esquema de fraudes financeiras.
Na última quinta-feira (18), a PF executou um mandado de busca e apreensão contra Wagner. Os investigadores apontam que sua atuação no Senado se tornou um indicativo de sua ligação com os indivíduos sob investigação, destacando sua participação em discussões sobre crédito consignado e uma emenda que limitava os juros a 300%.
Relações Contratuais e Contatos Diretos
Um aspecto relevante da investigação é a conexão temporal entre as emendas propostas e o início dos contratos entre o Banco Master e a BN Financeira Ltda., empresa associada à família do senador. Além disso, a PF também menciona a proposta do senador Ciro Nogueira (PP-PI) que sugeriu elevar o limite da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para R$ 1 milhão, o que beneficiaria diretamente o Banco Master.
✨ A PF observou uma série de comunicações entre os gestores do Banco Master e o gabinete do senador durante a tramitação das propostas.
Em 13 de agosto de 2024, dia em que a emenda de Ciro foi apresentada, Augusto Ferreira Lima, um dos gestores do banco, realizou uma ligação de mais de nove minutos para Jaques Wagner. Após a conversa, ele compartilhou um link referente à proposta legislativa. Duas semanas depois, o mesmo gestor enviou novamente o material ao senador após uma reunião pessoal.
Detalhes Adicionais
Um comunicado enviado por Augusto a Wagner em 29 de março de 2025, durante discussões sobre a venda do Banco Master ao BRB, incluiu a frase: 'Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!', sugerindo uma relação mais íntima entre eles.
A PF afirma que essa afirmação indica que Jaques Wagner não seria apenas um receptor passivo de informações, mas sim um interlocutor significativo em assuntos de interesse do grupo econômico investigado. A equipe do senador ainda não comentou os achados da PF, e o espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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