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Justiça
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Julgamento de médicos na morte de Diego Maradona recomeça na Argentina

Início da nova fase após anulação de processo anterior

Acro Rodrigues14 de abril de 2026 às 14:15
Julgamento de médicos na morte de Diego Maradona recomeça na Argentina

O novo julgamento sobre a morte do icônico jogador Diego Maradona tem início nesta terça-feira, 14, na Argentina, após o primeiro ter sido anulado no ano passado devido a um escândalo envolvendo uma juíza que participou da produção de um documentário ilegal.

Familiares do jogador, incluindo suas filhas Dalma e Gianinna, e sua ex-companheira Verónica Ojeda, marcaram presença no tribunal de San Isidro, ao norte de Buenos Aires, que estava cheio.

Maradona faleceu aos 60 anos em novembro de 2020 devido a complicações de saúde, enquanto se recuperava de uma neurocirurgia.

Sete profissionais de saúde que cuidavam de Maradona na época de sua morte enfrentam acusações de homicídio com dolo eventual, que sugere que estavam cientes de que suas ações poderiam resultar na morte do ex-jogador.

Na audiência, o promotor Patricio Ferrari destacou que Maradona começou a deteriorar-se horas antes de falecer e que, com a transferência para uma clínica, sua vida poderia ter sido salva. Ele criticou os cuidados que o ídolo recebeu como inadequados e sem recursos.

O advogado de Dalma e Gianinna, Fernando Burlando, trouxe um estetoscópio ao tribunal para enfatizar que o instrumento não foi utilizado para verificar a saúde de Maradona durante seus últimos dias.

Do lado de fora, cerca de 50 apoiadores do jogador se reuniram, exibindo bandeiras argentinas e demandando 'justiça por D10s'. Francisco Tesch, um dos presentes, expressou sua indignação pela falta de cuidado direcionado a Maradona.

O novo processo está previsto para incluir 30 audiências ao longo de 15 semanas, ocorrendo duas vezes por semana, e deve ser concluído apenas em julho. A defesa sustenta que a morte do atleta foi inevitável.

O escândalo que envolveu o primeiro julgamento resultou na anulação de 20 audiências e 44 depoimentos em um período de dois meses, devido à divulgação de um documentário sobre o caso, que levou ao afastamento da juíza Julieta Makintach.

Diferentes estratégias de defesa estão sendo adotadas por cada um dos acusados, que incluem um médico, uma psiquiatra e um psicólogo, com penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.

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