Márcio Wanderley deixa Procuradoria sob pressão por empréstimo do FGC
Procurador-geral do DF renuncia após nove meses de gestão

Márcio Wanderley, procurador-geral do Distrito Federal, decidiu deixar seu cargo esta semana, após nove meses à frente da Procuradoria. A demissão ocorreu em meio a pressões para que ele emitisse um parecer favorável ao empréstimo de R$ 6,6 milhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para o Banco de Brasília (BRB).
Fontes indicam que a pressão sobre Wanderley surgiu à medida que a avaliação da viabilidade econômica do empréstimo, que não envolve captação direta de recursos do fundo, se tornava mais intensa. O FGC atua como garantidor, reduzindo os riscos para os credores e facilitando a liberação de crédito.
✨ Wanderley assumiu a procuradoria em agosto de 2025 e já estava em cargo que poderia durar até agosto de 2027.
Antes de ocupar a função de procurador-geral, Wanderley trabalhou como consultor jurídico no gabinete do ex-governador Ibaneis Rocha por quase dois anos. Embora o regimento preveja a possibilidade de recondução após o período de dois anos, a saída prematura de Wanderley levanta questões sobre a autonomia do cargo.
Contexto
O empréstimo em questão é parte de uma estratégia do governo para injetar recursos no BRB, utilizando o FGC como mecanismo de mitigação de riscos forçados para facilitar o acesso ao crédito.
A CNN tentou contato com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal, mas até o momento não recebeu resposta sobre a questão.
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