Entre os acusados estão o presidente e o vice-presidente da torcida organizada do Bahia.

O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou, na última sexta-feira (2), dez integrantes da torcida organizada Bamor, do Bahia, por crimes severos como organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.
Entre os acusados estão Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; e Gabriel Pereira Silva, diretor-geral. Também foi denunciado um policial militar.
A denúncia decorre da 'Operação Inquisição', deflagrada em 28 de setembro com o objetivo de investigar torturas físicas e psicológicas ocorridas na sede da Bamor. As vítimas relataram agressões com tacos de beisebol, martelos e facas, além de serem compelidas a confessar supostos erros.
✨ O MPBA requer a manutenção das prisões preventivas dos denunciados e um pagamento de R$ 2 milhões às vítimas por danos materiais e morais.
Até o momento, todos os denunciados continuam detidos no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. As investigações indicam que os acusados teriam usado a estrutura da torcida para punir pessoas identificadas pela diretoria como responsáveis por desvios internos.
A Bamor, por sua vez, manifestou-se nas redes sociais, ressaltando que qualquer apuração deve respeitar o devido processo legal e o princípio da presunção de inocência.
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Jornalista especializado em Justiça

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