Ministro Marco Buzzi enfrenta acusações de assédio no STJ
Julgamento do caso pode ocorrer até o final do mês

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, está em meio a investigações sobre denúncias de importunação sexual, com expectava de julgamento em breve.
A fase de instrução se intensificou recentemente, com o interrogatório de Buzzi e depoimentos de testemunhas ocorrendo nesta segunda-feira, 15. Durante o depoimento, o ministro procurou minimizar sua relação com a família de uma das acusadoras, ao mesmo tempo em que questionou a credibilidade da outra. Ele optou por responder apenas às perguntas do Ministério Público Federal (MPF), negando-se a interagir com os advogados das denunciantes.
Próximas etapas do processo
Na quinta-feira, 18, os defensores das denunciantes terão a oportunidade de apresentar provas adicionais antes das alegações finais. Após essa etapa, o relator do caso, o ministro Luiz Felipe Salomão, definirá a data do julgamento no plenário.
✨ As denunciantes não serão reinterrogadas para evitar traumatização, segundo o MPF.
A primeira denúncia provém de uma jovem, filha de amigos de Buzzi, que relatou um incidente em que o ministro teria agido de forma inapropriada durante uma visita à praia em Santa Catarina. A acusadora conta que ele a puxou para perto de si na água, o que gerou resistência por parte dela.
Uma testemunha indicada por Buzzi negou ter visto qualquer ato de assédio. No entanto, durante o depoimento, ela teria cometido um erro ao descrever a localização onde entraram no mar, conforme fontes em reserva revelaram.
Contexto da primeira denúncia
As investigações estão sendo acompanhadas pelo Conselho Nacional de Justiça, que requisitou imagens da praia. As gravações mostram Buzzi e a jovem se afastando do grupo que os acompanhava.
A segunda acusação foi feita por uma funcionária terceirizada do STJ, que alegou ter enfrentado assédio no gabinete de Buzzi por um período significativo. Ela convocou cinco testemunhas, que afirmaram ter presenciado situações similares e relataram o sofrimento da denunciante.
A defesa do ministro argumenta contra as alegações, citando inconsistências nas datas e sugerindo a falta de evidências concretas que sustentem as acusações. Nos bastidores, especula-se que a pressão sobre Buzzi e os relatos apresentados possam resultar em penalidades severas.
✨ As possíveis consequências incluem aposentadoria ou perda do cargo, conforme o entendimento recente do STF.
Contudo, ainda não há consenso entre os ministros sobre a aplicação dessa decisão em outros casos semelhantes, o que poderá influenciar o futuro do processo.
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