Ministro Salomão destaca divergência na jurisprudência sobre vulnerabilidade

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luís Felipe Salomão, remeteu um importante processo ao Supremo Tribunal Federal (STF). A questão central envolve a proteção das vítimas de estupro menores de 14 anos, especificamente um caso com uma criança de 11 anos e um adulto de 19.
A Sexta Turma do STJ havia determinado que o relacionamento considerado 'amoroso' entre o réu e a criança, que tinha a anuência dos responsáveis, poderia afastar a classificação do crime como estupro de vulnerável. Essa decisão gerou repercussão, levando o Ministério Público de Santa Catarina a recorrer, alegando que a lei é clara ao estabelecer um critério etário que não permite qualquer relativização em casos desse tipo.
✨ O ministro Salomão aponta que há uma divergência significativa na jurisprudência, sendo que o STF estabelece a presunção de violência como absoluta no caso de crimes de estupro envolvendo menores de 14 anos.
Dessa forma, a eventual concordância da vítima em um relacionamento não deve ser considerada. A decisão do STF sobre esta questão ainda não possui data definida para análise, mas já levanta discussões sobre a proteção legal das crianças em situações de vulnerabilidade.
A legislação brasileira classifica como estupro de vulnerável qualquer ato sexual envolvendo pessoas menores de 14 anos, independente de consentimento, visando proteger as crianças e adolescentes de abusos.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Ação visa proteger saúde mental de crianças e adolescentes

Ministro do STJ é acusado de assédio e injúria em julgamento decisivo

A prisão ocorreu após ordem do ministro Cristiano Zanin do STF

Decisão confirma pena de 43 anos e 9 meses por tortura e morte de Henry Borel