Marília foi condenada por envolvimento em esquema golpista.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quinta-feira, 23, que a ex-delegada da Polícia Federal, Marília Ferreira de Alencar, deverá cumprir prisão domiciliar. Ela foi condenada a oito anos e seis meses de pena por sua participação em um esquema golpista.
Essa decisão ocorre após o término do prazo para que a defesa de Alencar apresentasse recursos. Desde o ano passado, ela já estava submetida a medidas cautelares em sua residência.
Durante as eleições gerais de 2022, Marília atuava como Diretora de Inteligência no Ministério da Justiça, sob a liderança do ex-ministro Anderson Torres. Após a saída de Torres para assumir a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, ela foi promovida a Subsecretária de Inteligência da pasta, cargo que ocupou durante os episódios de 8 de janeiro de 2023.
A Procuradoria-Geral da República acusou Marília de ter interferido no segundo turno das eleições de 2022. Ela teria elaborado um boletim de inteligência para compilar informações sobre áreas onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve ampla votação no primeiro turno, especialmente na Região Nordeste.
✨ Essas informações foram usadas para orientar ações de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal em municípios onde o adversário de Lula, Jair Bolsonaro (PL), venceu com mais de 75% dos votos, visando dificultar o acesso dos eleitores às urnas.
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Jornalista especializado em Justiça

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