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Justiça
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Moraes determina prisão domiciliar para ex-delegada Marília Alencar

Marília foi condenada por envolvimento em esquema golpista.

Carlos Silva24 de abril de 2026 às 17:35
Moraes determina prisão domiciliar para ex-delegada Marília Alencar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quinta-feira, 23, que a ex-delegada da Polícia Federal, Marília Ferreira de Alencar, deverá cumprir prisão domiciliar. Ela foi condenada a oito anos e seis meses de pena por sua participação em um esquema golpista.

Essa decisão ocorre após o término do prazo para que a defesa de Alencar apresentasse recursos. Desde o ano passado, ela já estava submetida a medidas cautelares em sua residência.

Contexto de suas ações

Durante as eleições gerais de 2022, Marília atuava como Diretora de Inteligência no Ministério da Justiça, sob a liderança do ex-ministro Anderson Torres. Após a saída de Torres para assumir a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, ela foi promovida a Subsecretária de Inteligência da pasta, cargo que ocupou durante os episódios de 8 de janeiro de 2023.

A Procuradoria-Geral da República acusou Marília de ter interferido no segundo turno das eleições de 2022. Ela teria elaborado um boletim de inteligência para compilar informações sobre áreas onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve ampla votação no primeiro turno, especialmente na Região Nordeste.

Essas informações foram usadas para orientar ações de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal em municípios onde o adversário de Lula, Jair Bolsonaro (PL), venceu com mais de 75% dos votos, visando dificultar o acesso dos eleitores às urnas.

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