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Justiça
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Morte de jovem em salto de rope jump leva quatro a serem denunciados

Quatro envolvidos enfrentam acusações graves após tragédia em São Paulo

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 12:20
Morte de jovem em salto de rope jump leva quatro a serem denunciados

O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncias contra quatro pessoas envolvidas na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de apenas 21 anos, que perdeu a vida em um acidente durante um salto de rope jump em junho. O caso gerou grande repercussão devido à gravidade das circunstâncias que cercaram a tragédia.

Acusações e Circunstâncias do Caso

Três dos denunciados, os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, poderão ser acusados de homicídio com dolo eventual, considerando que, apesar de serem profissionais da área, falharam em garantir a segurança da vítima. Eles foram presos no dia 13 de junho, data da tragédia.

A quarta denunciada, Evelyne dos Santos Gonçalves, que coordenava as atividades do grupo, foi acusada de omissão imprópria, uma vez que tinha a responsabilidade de assegurar a segurança dos participantes. Além disso, o Ministério Público alega que ela ainda tentou destruir provas relevantes para a investigação, levando à acusação de fraude processual.

Os denunciados promoviam atividades de rope jump para grupos de 80 a 100 pessoas, sem adotar as cautelas necessárias e sem seguir protocolos essenciais de segurança.

As investigações revelaram que os profissionais estavam cientes dos riscos envolvidos na prática, mas não tomaram as medidas adequadas, como verificar a conexão da corda de segurança e realizar checagens nos equipamentos. Além disso, ficou evidente que o grupo atuava sem um gerenciamento formal de riscos, priorizando lucros e a promoção da atividade nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

O Ministério Público também requereu a manutenção da prisão preventiva dos três instrutores, enquanto solicitou que a prisão temporária de Evelyne fosse convertida em preventiva. Além disso, foi pedida uma reparação de R$ 200 mil pelos danos causados pela morte de Maria Eduarda.

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