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Justiça
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MP rejeita delação de Beto Louco em operação contra o PCC

Acordo de colaboração de empresário ligado ao crime organizado é negado.

Fernanda Lima06 de maio de 2026 às 14:35
MP rejeita delação de Beto Louco em operação contra o PCC

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo descarta a proposta de colaboração de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, um dos principais suspeitos na Operação Carbono Oculto. A decisão, anunciada nesta quarta-feira pelo procurador-geral, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, impede que Leme contribua com investigações sobre lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital.

Propostas rejeitadas

Além de Beto Louco, a delação de seu parceiro de negócios, Mohamad Hussein Mourad, o Primo, também foi rejeitada. Informações privilegiadas reveladas por fontes mostram que as delações não abordaram pontos cruciais, como relações mais amplas com o PCC ou referências relevantes a políticos e membros do Judiciário, limitando-se a um juiz já investigado.

Os promotores avaliaram que as delações não traziam novas informações relevantes para as investigações em andamento.

Antes de sua proposta ao Ministério Público de São Paulo, Beto Louco tentara um acordo com a Procuradoria-Geral da República, prometendo informações sobre figuras políticas, mas sem sucesso. Durante as negociações, promotores de diferentes regiões expressaram objeções contra os arranjos, apontando que as informações fornecidas eram redundantes.

Esquema de lavagem de dinheiro

Beto Louco e Mourad são considerados fundamentais para o esquema de lavagem de dinheiro, que envolvia a Copape e a distribuidora Aster, adquiridas por aproximadamente 52 milhões de reais. Investigações apontam que a operação utilizava diversas etapas da cadeia produtiva, desde usinas de etanol até postos de combustíveis, com práticas de adulteração de combustíveis.

Contexto

Os empresários estão foragidos desde a deflagração da operação em 28 de agosto de 2025 e são suspeitos de estar na Líbia.

Ainda conforme as autoridades, membros do PCC intimidavam proprietários de postos independentes a vender seus negócios sob a ameaça de violência.

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