Voltar
Justiça
2 min de leitura

MPF investiga bloqueios de perfis LGBTQIA+ no Instagram pela Meta

Suspensões ocorreram perto de datas significativas para a comunidade

Tiago Abech04 de junho de 2026 às 11:20
MPF investiga bloqueios de perfis LGBTQIA+ no Instagram pela Meta

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação sobre o bloqueio de mais de 100 contas do Instagram pertencentes a membros da comunidade LGBTQIA+. Essa ação gerou preocupações significativas no âmbito dos direitos e visibilidade da população LGBTQIA+.

Contexto da investigação

A investigação foi motivada por uma denúncia da organização Sleeping Giants Brasil, que indicou que os bloqueios ocorreram em momentos críticos, como o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, em 17 de maio, e a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Contas afetadas alcançavam 1,7 milhão de seguidores.

Os perfis afetados eram dedicados à produção de conteúdo informativo, mobilização social e defesa de direitos relacionados à comunidade LGBTQIA+. O procurador da República Lucas Costa Almeida Dias destacou a necessidade de investigar se as suspensões estão relacionadas a mudanças nas políticas de moderação da Meta.

Repercussões e retorno de perfis

Alguns perfis foram eventualmente restaurados após a repercussão na mídia, mas novas suspensões foram registradas, levantando questionamentos sobre os critérios de moderação aplicados pela plataforma.

As suspensões levantam preocupação sobre liberdade de expressão e segurança da comunidade.

Diretrizes da Meta

Em janeiro de 2025, a Meta anunciou alterações em suas diretrizes de moderação, minimizando a presença de conteúdo relacionado a política e questões sociais, uma mudança que foi revista pouco depois. O foco da empresa também se voltou para conteúdo de segurança, como exploração infantil e terrorismo.

A Meta se recusou a comentar sobre os detalhes da investigação, enfatizando que sua plataforma deve ser um espaço para livre expressão.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Justiça