STF aceita denúncia e torna Gustavo Gayer réu por postagem ofensiva
Deputado comparou Lula a terroristas em publicação nas redes sociais

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi declarado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após uma decisão unânime da Primeira Turma, que acolheu uma denúncia sobre uma postagem feita por ele nas redes sociais onde compara o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a terroristas.
A Procuradoria-Geral da República foi a responsável pela acusação, que remete a um post de Gayer no X, publicado em 21 de fevereiro de 2024. Nesse post, o parlamentar compartilhou uma montagem que exibia uma figura com uniforme militar e fuzil AK-47, tendo o rosto de Lula.
✨ A montagem incluía uma suástica sobre o rosto do presidente e uma faixa verde com uma mensagem em árabe.
Flávio Dino, relator do processo, destacou que essa manifestação ultrapassa o limite da crítica política, afirmando que "não se encaixa na proteção da imunidade parlamentar" devido à sua natureza ofensiva e à manipulação visual presente na publicação.
"Dino ressaltou a gravidade do tema, especialmente em tempos de inteligência artificial, onde manipulações de imagens podem causar sérios perigos.
A decisão foi acompanhada pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Agora, o STF dará início à fase de instrução, que incluirá a oitiva de testemunhas e o interrogatório do deputado antes do julgamento final.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

STF rejeita queixa-crime de Gayer contra Nelto por ofensas
Parlamentares foram envolvidos em troca de insultos políticos

Ministro Moraes determina pena a cinco envolvidos em golpe de Estado
Decisão marca o início do cumprimento das penas após ações penais serem finalizadas.

Fachin rejeita pedido de suspeição contra Moraes por atos de 8 de janeiro
Pedido partiu de José Celso Cornolo Junior, réu pela invasão aos Três Poderes.

Ministro Fux muda voto e absolve parte dos réus pelos ataques de janeiro
Luiz Fux altera entendimento e favorece réus condenados em julgamento.





