Ministro do STF é apontado como possível beneficiário de recursos oriundos de Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal (PF) identificou indícios que levantam a suspeita de que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, possa ser o beneficiário final ou o proprietário de fato de um fundo que recebeu 35 milhões de reais de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A informação foi antecipada pela revista Piauí e posteriormente confirmada com a divulgação parcial de um relatório de 196 páginas pela PF, decorrente da análise do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025. De acordo com as investigações, o dinheiro foi destinado ao fundo Arleen, que tinha participação no Tayayá Aqua Resort, um empreendimento vinculado a Toffoli e sua família no Paraná.
✨ Os elementos analisados pela PF sugerem que Toffoli poderia ter sido o beneficiário final do fundo Arleen e de seus ativos.
A Polícia Federal ressaltou que os indícios ainda necessitam de um aprofundamento investigativo. A origem da suspeita emerge de uma série de operações envolvendo o fundo Arleen. O fundo, anteriormente de propriedade de Vorcaro, foi transferido em 2025 para Alberto Leite, amigo de Toffoli, e teve seu regulamento modificado para permitir investimentos no exterior, culminando em uma transferência de aproximadamente 34 milhões de reais para uma holding registrada nas Ilhas Virgens Britânicas.
Além das transações financeiras, o relatório também destacou a proximidade entre Toffoli e Vorcaro, com registros de encontros e ligações entre eles. Uma das suspeitas também envolve uma possível influência de Vorcaro sobre a atuação de Toffoli em um julgamento relacionado a precatórios do setor sucroalcooleiro, que poderia afetar significativamente o Banco Master.
O gabinete de Toffoli negou todas as acusações, afirmando que ele nunca teve recursos no exterior e que as movimentações financeiras foram declaradas às autoridades competentes. O ministro se afastou da relatoria do caso Banco Master em fevereiro, e as investigações agora estão sob a responsabilidade de André Mendonça.
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Jornalista especializado em Justiça

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