Inquérito apura ligação de Daniel Vorcaro com rede de prostituição internacional

A Polícia Federal encaminhou nesta quinta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal um inquérito que investiga o suposto crime de tráfico internacional de pessoas associado ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
De acordo com informações reveladas pelo UOL, mensagens obtidas pela investigação apontam que Vorcaro teria financiado uma rede de prostituição de caráter internacional desde 2023, com investimentos de R$ 4,3 milhões. O esquema envolvia intermediários, aliciamento de mulheres estrangeiras e uma casa noturna localizada em São Paulo.
✨ Vorcaro não apenas atuava como cliente, mas também selecionava profissionais e investia no negócio.
A investigação preliminar visa apurar possíveis ilegalidades na contratação de serviços e a participação de garotas de programa de países como Rússia, Ucrânia, Venezuela, Argentina e Polônia. Embora a prostituição em si não seja crime, a cafetinagem e a manutenção de estabelecimentos destinados a essa exploração são infrações penais.
Os alvos da apuração incluem Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, um promotor de eventos que recebia mensalmente R$ 120 mil de Vorcaro. Mensagens analisadas revelam que Batista e Vorcaro se referiam às mulheres como 'escravas' e 'kengas'. Além disso, as mais jovens eram chamadas de 'creche'.
A conversa sobre a criação de uma agência teve início quando discutiram a possibilidade de trazer uma refugiada ucraniana de 19 anos para o Brasil. Batista enviou dados do passaporte da jovem para que ela embarcasse com um grupo de outras meninas em um voo para o Rio de Janeiro.
Atualmente, o inquérito segue em sigilo e foi enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que é o relator dos processos ligados ao escândalo do Banco Master.
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