Promotor do RS é investigado por assédio sexual a servidoras
Caso envolve exibições inapropriadas no ambiente de trabalho.

Uma séria investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul está analisando as alegações de assédio sexual feitas contra o promotor Pietro Chidichimo Júnior. Ele é acusado de exibir vídeos e fotos de conotação sexual a servidoras enquanto estavam no expediente da Promotoria de Justiça de Mostardas.
O processo se iniciou após uma representação formal do próprio Ministério Público em dezembro passado e encontra-se sob sigilo desde então. Os indícios de assédio surgiram após uma denúncia de injúria racial relacionada ao promotor, datada de abril de 2025.
✨ Denúncias incluem exibições de fotografias de mulheres nuas acompanhadas de comentários sexualmente inapropriados.
Detalhes das Allegações
Documentos obtidos pela reportagem revelam que, entre 2021 e 2022, Chidichimo teria mostrado a duas funcionárias imagens de mulheres nuas em seu gabinete, acompanhadas de observações de teor sexual sobre seus corpos. Em uma dessas ocasiões, ele fez comentários abusivos em relação a lesões na perna de uma das funcionárias.
Uma das vítimas confirmou ter se sentido assediada e relatou que manteve o ocorrido em segredo devido à vergonha. Outro funcionário que estava presente corroborou as testemunhas, afirmando ter presenciado as exibições e comentários de Chidichimo.
Contexto Legal e Consequências
Conforme as leis vigentes, promotores de Justiça têm imunidade de investigação policial direta e são processados internamente pelo Ministério Público. O artigo 216-A do Código Penal Brasileiro tipifica o assédio sexual, prevendo penas que vão de um a dois anos de detenção para aqueles que buscam vantagens sexuais valendo-se de sua posição.
✨ O MP-RS afirmou que o caso revela violação grave à dignidade das vítimas, com consequências emocionais significativas.
O promotor Chidichimo Júnior, que possui um histórico de investigações disciplinares, não respondeu às solicitações de comentário sobre os novos fatos.
A Procuradora-Geral de Justiça, Josiane Superti Brasil Camejo, destacou na representação que a conduta do promotor vai além de meras infrações disciplinares, refletindo comportamentos penalmente relevantes.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

STF mantém prisões de Henrique e Felipe Vorcaro em caso Master
Ministro Luiz Fux apoia votação para a permanência das detenções

André Mendonça não analisou proposta de delação de Daniel Vorcaro
Ministro refuta informações sobre sua posição em relação à colaboração.

Toffoli anula provas da Odebrecht em caso de ex-presidente do Panamá
Decisão impede uso de provas na Justiça brasileira e afeta cooperação internacional.

Juiz rejeita pedido de Bolsonaro para remover vídeo de Janones
Decisão envolve acusações graves contra o ex-presidente





