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Justiça
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Promotor do RS é investigado por assédio sexual a servidoras

Caso envolve exibições inapropriadas no ambiente de trabalho.

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 16:35
Promotor do RS é investigado por assédio sexual a servidoras

Uma séria investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul está analisando as alegações de assédio sexual feitas contra o promotor Pietro Chidichimo Júnior. Ele é acusado de exibir vídeos e fotos de conotação sexual a servidoras enquanto estavam no expediente da Promotoria de Justiça de Mostardas.

O processo se iniciou após uma representação formal do próprio Ministério Público em dezembro passado e encontra-se sob sigilo desde então. Os indícios de assédio surgiram após uma denúncia de injúria racial relacionada ao promotor, datada de abril de 2025.

Denúncias incluem exibições de fotografias de mulheres nuas acompanhadas de comentários sexualmente inapropriados.

Detalhes das Allegações

Documentos obtidos pela reportagem revelam que, entre 2021 e 2022, Chidichimo teria mostrado a duas funcionárias imagens de mulheres nuas em seu gabinete, acompanhadas de observações de teor sexual sobre seus corpos. Em uma dessas ocasiões, ele fez comentários abusivos em relação a lesões na perna de uma das funcionárias.

Uma das vítimas confirmou ter se sentido assediada e relatou que manteve o ocorrido em segredo devido à vergonha. Outro funcionário que estava presente corroborou as testemunhas, afirmando ter presenciado as exibições e comentários de Chidichimo.

Contexto Legal e Consequências

Conforme as leis vigentes, promotores de Justiça têm imunidade de investigação policial direta e são processados internamente pelo Ministério Público. O artigo 216-A do Código Penal Brasileiro tipifica o assédio sexual, prevendo penas que vão de um a dois anos de detenção para aqueles que buscam vantagens sexuais valendo-se de sua posição.

O MP-RS afirmou que o caso revela violação grave à dignidade das vítimas, com consequências emocionais significativas.

O promotor Chidichimo Júnior, que possui um histórico de investigações disciplinares, não respondeu às solicitações de comentário sobre os novos fatos.

A Procuradora-Geral de Justiça, Josiane Superti Brasil Camejo, destacou na representação que a conduta do promotor vai além de meras infrações disciplinares, refletindo comportamentos penalmente relevantes.

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