Toffoli anula provas da Odebrecht em caso de ex-presidente do Panamá
Decisão impede uso de provas na Justiça brasileira e afeta cooperação internacional.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu dizer não ao uso das provas provenientes do acordo de leniência da Odebrecht em um novo processo contra o ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli Berrocal.
Essa decisão, que foi assinada em 17 de abril, reafirma uma posição já firmada por Toffoli em março de 2024, quando ele declarou inválidas as evidências coletadas a partir dos sistemas Drousys e My Web Day B, que haviam sido usados pela empreiteira no âmbito da Lava Jato.
✨ A nova decisão de Toffoli impede que autoridades brasileiras realizem qualquer ação investigativa ou colaborativa com o Panamá utilizando essas provas.
Toffoli deixou claro que o ex-presidente Martinelli continua sob investigação, mas assegurou que qualquer ação baseada nas provas já desautorizadas pelo Supremo está fora de questão. Ele também instruiu que uma cópia do seu despacho fosse enviada ao Ministério da Justiça, a fim de garantir a conformidade com a cooperação internacional em casos criminológicos.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Marco Buzzi passa a ser investigado por assédio no STJ
Depoimentos de vítimas e testemunhas marcam avanço no caso

STF mantém prisões de Henrique e Felipe Vorcaro em caso Master
Ministro Luiz Fux apoia votação para a permanência das detenções

André Mendonça não analisou proposta de delação de Daniel Vorcaro
Ministro refuta informações sobre sua posição em relação à colaboração.

Juiz rejeita pedido de Bolsonaro para remover vídeo de Janones
Decisão envolve acusações graves contra o ex-presidente





