Investigação sobre Luiz Phillipi Mourão avança com perguntas não respondidas.

Na manhã de 4 de março, um relógio de luxo se tornou um elemento central na investigação sobre o Banco Master. A Polícia Federal realizou uma operação em Belo Horizonte para prender Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado como um dos operadores de uma rede clandestina ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a ação policial, Mourão estava acompanhado de Nathana Lopes Figueiredo, uma brasileira com cidadania irlandesa, que reside em Dubai. Ao perceber a abordagem da PF, Mourão tentou entregar o relógio para Nathana de forma discreta.
✨ Os policiais notaram o gesto e apreenderam o celular de Nathana, levantando suspeitas sobre sua possível cumplicidade. Horas após a prisão, Mourão cometeu suicídio na carceragem da PF.
A investigação provocou questionamentos sobre as últimas declarações de Mourão e a colaboração de Nathana, que manifestou interesse em viajar para Dubai, provocando um pedido da PF para que sua saída do Brasil fosse proibida. Contudo, o ministro André Mendonça rejeitou a solicitação, considerando sua disposição para colaborar.
Nathana não foi indiciada e sua defesa afirma que ela não esteve envolvida nos crimes. Entretanto, a deputada estadual Bella Gonçalves está buscando esclarecimentos sobre o papel de Nathana no processo e se ela prestou depoimento conforme prometido.
Entre outras investigações, a PF coletou iPhones e gravações de câmeras do condomínio onde Mourão foi preso. A falta de clareza sobre o proprietário do imóvel e a quantidade de roupas no apartamento levantam mais perguntas sobre a situação de Mourão e Nathana.
O silêncio da PF e a recusa em prestar informações à imprensa contribuem para um ambiente de mistério nas investigações, especialmente sobre a morte de Mourão e o paradeiro de Nathana, que continua sendo uma testemunha-chave no caso.
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Jornalista especializado em Justiça

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