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Justiça
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Testemunhas questionam calma de tenente-coronel em caso de feminicídio

Capitão da PM relatou estranheza na atitude do réu durante ocorrência

Gabriel Rodrigues05 de julho de 2026 às 15:30
Testemunhas questionam calma de tenente-coronel em caso de feminicídio

O capitão Rafael Gustavo de Aguiar levantou dúvidas sobre a tranquilidade do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da cabo Gisele Alves Santana, durante uma audiência judicial. Segundo o capitão, o réu não mostrou qualquer tentativa de reanimação cardiopulmonar quando encontraram Gisele.

A serenidade do acusado foi uma surpresa para as autoridades presentes, já que é esperado que um familiar envolvido em uma situação tão dramática demonstre aflição. O depoimento de Rafael destacou que em nenhum momento o tenente tentara fazer a manobra de resgate conhecida como RCP.

"

O que nos chamou atenção era a calma com que ele relatava os fatos, e qualquer familiar que presencia um fato como esse fica muito agitado

Cabo Adalberto Fernandes Lima

Outros depoentes na audiência incluíram o soldado Santos e Silva, e ainda o pai da vítima, José Simonal Teles de Santana, que se manifestou contra a hipótese de suicídio. Para ele, a morte de Gisele não poderia ser classificada dessa forma, algo que ele afirma com convicção.

O crime, que ocorreu em fevereiro, inicialmente era tratado como suicídio, mas evoluiu para investigação de feminicídio e fraude processual.

Contexto

A cabo Gisele Alves Santana foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, São Paulo. O caso agora levanta sérias questões sobre a ação e a conduta do tenente-coronel, com evidências que apontam para tentativas de encobrir a verdade.

As investigações revelaram que o tenente-coronel teria alterado a cena do crime, posicionando a arma na mão da vítima para simular um suicídio. Laudos periciais indicam contradições na narrativa de defesa, incluindo evidências que sugerem que ele tomou banho após o incidente, o que poderia ter sido uma tentativa de ocultar provas.

Atualmente, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, permanece preso preventivamente desde março. Ele enfrenta acusações de feminicídio e fraude processual, com o próximo interrogatório agendado para o final de agosto.

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